Nunca, nem por uma vez, sentira a presença de Elsie desde a sua morte. Viu-a dar o seu último suspiro e depois o mundo mudou. Ela tinha partido.
Mas ele sente a sua ausência, a toda a hora.
está lá, em coisas específicas:
a depressão na cama, onde ela se costumava deitar,
a forma da racha no vaso que ela deixou cair,
e está em todo o lado:
no ar à sua volta,
na cor da noite no seu quarto,
nas formas que vê no interior das pálpebras.
Agora compreende. A nossa ausência é o que resta de nós.
Catherine O'flynn, Vai Dando Notícias
Sem comentários:
Enviar um comentário